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Beth Carvalho, a Madrinha do Samba, brilhou sexta à noite no Tio Pepe em Newark
por Vera Reis

Diz o poeta “todo artista tem que ir aonde o povo está”, e desta vez, quem nos deu a honra de sua presença é a estrela maior, chamada Beth Carvalho. Ela, que é considerada a Madrinha do Samba, trouxe ao “povo brasileiro” residente nos Estados Unidos a sua voz inconfundível e seu ritmo que simboliza o samba.

Ela acaba de lançar o seu 29º CD com 50 mil cópias vendidas e que já é ouro. Junto com ele, sai o primeiro DVD de sua carreira “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba” já atingindo a classificação de platina, numa retrospectiva de sua carreira e mais 5 músicas inéditas.

Carioca da capital, viu despertar seu interesse pela música ouvindo a avó Ressú tocando violão e bandolin e se emocionava ao ouvir Sílvio Caldas, Elizete Cardoso, Aracy de Almeida. No mais importante momento musical do mundo, o início dos anos 60, nascia a estrela Beth Carvalho, cantando nas reuniões musicais, influenciada pela bossa nova.

Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples com a música “Por quem morreu de amor” , de Menescal e Bôscoli. Neste mesmo ano, participou do show “A Hora e a Vez do Samba” junto a Zé Kéti, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho, Picolino, Anescar do Salgueiro, o apresentador Sargentelli e o atores Grande Otelo e Milton Morais.

Vieram os festivais e BETH participou de quase todos: A partir da década de 70, lançou um disco por ano, sempre batendo os próprios recordes de vendagem.

Até aqui são 40 anos de carreira, 29 discos e apresentações em diversas cidades do mundo: Angola, Atenas ( onde representou o Brasil no festival “Olimpíada Mundial da Canção” num teatro de arena, construído há 400 anos antes de Cristo e hoje, Beth tem um busto na Grécia). Esteve ainda em Berlim, Boston, Buenos Aires, Espinho, Frankfurt, Havana, Johannesburgo, Lisboa, Lobito, Luanda, Madri ,Miami, Montevidéu,Montreux, Nice, New Jersey, Nova York, Paris, Punta del Este, São Francisco, Soweto,Varadero e Zurique . Nunca esteve no Japão, mas vende milhares de cópias e tem sua carreira musical incluída no currículo escolar da Faculdade de Música de Kyoto.

Com seis prêmios Sharp, 20 Discos de Ouro, 10 de Platina, melhor intérprete do Festival da Canção da TV Globo, Prêmio da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco) de maior vendedora de disco e mais centenas de troféus e premiações diversas.

Beth fez sucesso até mesmo no planeta Marte, quando a música “Coisinha do Pai”, grande sucesso de seu repertório, foi programada pela engenheira brasileira da Nasa, Jacqueline Lyra, para ativar o robô em Marte.

 

 

 

 

 

 

 

 

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