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Cheney: agressividade dos EUA impediram novos ataques ao país

Vice-presidente americano defendeu medidas como o controverso programa de escutas e disse que elas são responsáveis pela segurança do país nos últimos anos

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, disse nesta segunda-feira que a ação agressiva dos Estados Unidos é responsável pela prevenção de novos ataques terroristas desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
"Ninguém pode prometer que não seremos atingidos", ponderou Cheney. O vice-presidente creditou o desencorajamento de ataques nos Estados Unidos à ofensiva contra terroristas no exterior, à melhoria da inteligência e os passos preventivos no cenário interno.
Cheney respondeu a questões durante um almoço no Clube Nacional de Imprensa, quando foi entregue o prêmio de jornalismo Gerald R. Ford. Ele disse que quando o presidente Bush assumiu, em janeiro de 2001, o balanço do poder no governo estava a favor do Congresso.
O vice-presidente disse que a impopularidade da Casa Branca durante a Guerra do Vietnã e do escândalo do caso Watergate permitiram que o Congresso ganhasse mais autoridade às custas do Executivo.
Ele e o presidente Bush acreditam que é importante "restaurar o equilíbrio" e crêem que conseguiram fazer isto com sucesso.
Combate ao terrorismo
Críticos democratas do presidente e até alguns republicanos questionaram a expansão do poder executivo em nome do combate ao terrorismo, que inclui medidas como o programa de escutas da Agência Nacional de Segurança (ANS) e a detenção de supostos terroristas sem acusações sob o Ato Patriota.
Cheney reiterou a importância do programa de escutas, chamado pelo governo de "programa de monitoração terrorista", como uma peça fundamental na guerra contra o terror mas admitiu que o programa é controverso.
"Temos realizado um debate sobre a legalidade do programa e acreditamos que ele é claramente legal e consistente com a Constituição dos Estados Unidos", defendeu. "O programa, junto com outras campanhas muito agressivas no exterior tem ajudado a proteger o país contra novos ataques terroristas", acrescentou.
De acordo com o programa, a ANS tem monitorado as comunicações de americanos sem a necessidade de um mandado desde que um dos participantes da conversa esteja no exterior e seja suspeito de terrorismo.
Quando perguntado se os Estados Unidos estão vencendo a guerra contra o terror, o vice-presidente respondeu afirmativamente. "Acredito que sim e que temos feito progressos significativos se você olhar para os últimos cinco anos".
"O fato é que estamos salvos e seguros em casa. Isto não é apenas um acidente. Não aconteceu apenas porque demos sorte", afirmou.
Para Cheney, a maior ameaça terrorista no momento é a "possibilidade de que uma célula da Al-Qaeda armada com uma arma nuclear ou biológica aja em uma cidade do Oriente Médio ou uma de nossas próprias cidades".
Ele ainda defendeu seu comentário feito no ano passado, freqüentemente ridicularizado pelo críticos da administração Bush, de que a insurgência iraquiana estava "em seus suspiros finais". Cheney disse que se referia a uma série de eventos, incluindo as eleições iraquianas, mas reconheceu que subestimou a força da insurgência em algumas de suas observações anteriores.

 

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