Israel aprova troca de preso libanês por corpos de dois soldados
Jerusalém - O governo de Israel concordou no domingo (29) em libertar o libanês Samir Kantar - condenado à prisão perpétua pela morte, em 1979, de três israelenses - em troca dos corpos de dois soldados mortos pelo Hezbollah. O acordo foi considerado uma vitória política para o primeiro-ministro Ehud Olmert e o capítulo final da guerra travada há dois anos entre Israel e o grupo xiita libanês. O Hezbollah também celebrou, declarando-se vitorioso.
Os soldados Ehud Goldwasser e Eldad Reguev haviam sido capturados pelo Hezbollah em julho de 2006, numa incursão além fronteira que deu início à guerra de um mês. Pouco antes de o gabinete de ministros dar sinal verde para a troca, Olmert anunciou que os soldados estavam mortos - mas defendeu a aprovação do acordo mesmo assim.
Apenas 3 dos 25 ministros rejeitaram o acordo, mas críticos do governo temem que ele acabe sendo um incentivo para que grupos radicais façam novas capturas e não se preocupem em manter os prisioneiros vivos.
Kantar foi condenado por ter se infiltrado em Israel e matado um policial, um homem de 28 anos e sua filha de 4. Testemunhas disseram tê-lo visto golpear a cabeça da menina contra uma pedra e esmagá-la com um golpe de fuzil. O episódio ficou gravado na memória da população como um dos ataques mais cruéis ao país.
Israel soltará ainda outros quatro libaneses e alguns palestinos Em troca, receberá também as ossadas de seus soldados mortos na guerra de 2006 e um relatório sobre Ron Arad, militar israelense desaparecido desde 1986, quando foi capturado após ejetar-se de seu avião no Líbano. |